Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. 2Timóteo 1.7

MÃES MÁS





Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:

- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
- "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele." Provérbios 22:6

Um comentário:

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TOTALMENTE ENTREGUE A TI, SENHOR!!!

TOTALMENTE ENTREGUE A TI, SENHOR!!!
Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo Sua boa vontade. Fp. 2:13.

Durante toda nossa vida experimentamos situações, algumas agradáveis e outras nem tanto assim, mas com certeza de cada acontecimento podemos colher alguma experiência. Situações estas algumas planejadas por nós, aguardadas por muito tempo talvez, mas que nem sempre tem o resultado que esperávamos. Isto por muitas vezes nos decepciona, nos entristece, nos magoa.

Mas quando abrimos a Palavra de Deus, e nos deparamos com textos tão ricos como este versículo, nos damos conta do cuidado e do amor que o Nosso Senhor tem pelo seu povo, pois que coisa maravilhosa é sabermos que Ele opera em nós e poderá também operar através de nós, a partir do momento que nos submetermos à Sua Palavra e quando entendermos definitivamente que a nossa vida deve estar plenamente nas mãos Dele.

Entregando nossas vontades e nossos planos, submetendo-nos a Sua Vontade, alcançamos um estágio significativo, nosso coração se enche da paz do Senhor, os acontecimentos do nosso dia-a-dia se transformam, simplesmente porque temos consciência que Jesus está no controle, reinando absoluto.

FILHOS - HERANÇAS DO SENHOR

Será que abandonei meu filho?

Viemos de um tempo em que abandonar filhos era deixá-los na maternidade, na porta dos outros, na praça e até na lata de lixo. Mas ao refletirmos sobre o relacionamento entre pais e filhos atualmente verificamos muitas outras formas de abandono.
Antigamente uma das maneiras dos pais disciplinarem seus filhos era os mandando para o quarto a fim de que pensassem em seus atos, permanecem ali "conectados" com as regras num aprendizado quase que forçado do que é certo, errado, quem manda, quem obedece, quem pede desculpas e quem perdoa. Quando o quarto representava nessas ocasiões uma prisão.
Hoje deixá-los no quarto é abrir a porta para a liberdade, é deixá-los conectados com o mundo, com outras regras, com as não regras via TV, telefone, Internet porque os quartos de hoje costumam oferecer muito mais do que a sala. Oferecem a possibilidade de uma outra sala (virtual), quase que uma outra família, onde o bate-papo se faz sem cobranças, sem censuras, sem limitações, com aceitação.
A era da informatização, facilitada pelo mundo moderno, faz com que o abandono tome forma, corpo e força. E é impressionante como isso reflete lá na frente, quando vemos mães com dificuldade em despedir seus filhos para a profissão, para o casamento, enfim, para a vida; querendo resgatar um tempo perdido, um abraço que não foi dado, um cuidado não dispensado.
Enquanto os pais estão "desconectados" diante da TV ligada, sem se ligarem na enorme distância existente entre o mundo deles e de seus filhos, eles (seus filhos) estão encontrando aconchego, conselhos, cumplicidade, fazendo compras, se atualizando, rindo, chorando, brigando, fazendo as pazes, amando, enfim, tendo suas necessidades supridas através do simples toque do teclado. Então, para que o toque, o cheiro, o abraço?
Essa distância ofusca a hierarquia familiar, pois os pais abandonam o lugar de pai, de mãe, de quem educa, de quem repreende, de quem ama. E culpados, quer seja pelo trabalho, estudos, outros compromissos ou até mesmo pela dificuldade de assumir seus papéis de pais, tornam-se cada vez mais permissivos; abrem mão de seus lugares e com isso sugerem aos filhos o abandono do seu lugar de filhos também. Que sem proteção, sem saber o que fazer, o caminho a seguir fazem besteiras, quebram a cara, sofrem, ficam despedaçados, morrem!
Muitos pais não querem ver, mas dentro de casa seus filhos estão agindo como mortos-vivos, sem viço, vigor, alegria. (É só olhar em seus olhos quando chegam em casa ao amanhecer depois de passarem a noite fora. Sabe-se lá onde ou com quem). Refugiam-se no quarto. No lar doce lar! Ou será amargo? Só os pais não vêem. Não querem ver que perderam seus filhos. Perderam ou deixaram ir? Deixaram ir ou abandonaram?
"Estou perdido sem pai nem mãe (...) Estou pedindo só um pouquinho de proteção ao maior abandonado (...)" - trecho de uma música cantada por muitos.
Está na hora dos pais viverem a conversão. A conversão de seus corações aos filhos. "E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição" (Malaquias 4. 6). Está na hora de encontrar a conversa prazerosa, o jeito de se comunicar nesta era tão louca, tão rápida, tão moderna, sabendo fazer um link entre a sua história e a história de seus filhos, lembrando-se de que telegrama agora é e-mail, que VHS é DVD, que datilografar é digitar, que não é naum, e você é vc, mas que pai é pai, mãe é mãe, e filho é filho em todo tempo, pois nesse tipo de relacionamento não existe "ex" – seu filho nunca deixará de ser seu filho.
Este é o tempo de ficar no portão, como o pai do filho pródigo, abrir os braços, e dizer ao seu filho que está feliz com o retorno dele; se alegrar com a presença dele; amá-lo além das palavras, com atos e em verdade. (Ler João 3.18).
Fonte: http://www.ufmbb.org.